segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ponto de situação


Vivo em Cascais e trabalho como coordenadora de uma Loja.
Gosto de ter um horário das 9h às 18h e não vou dizer quanto ganho (só para me antecipar à pergunta).
Não sou uma grande jornalista, advogada ou médica, e de pouco me serviu ser a melhor aluna do Colégio. É de salientar que nunca baixei os braços.
Já fui coordenadora de projectos, executive account, investigadora e assistente de bordo.
Sei os segredos da publicidade da Pepsi e da Sumol, da Nivea e da marca Oro Vivo.
Conheço os Lockeed como a palma da minha mão, e sei salvar pessoas em amaragens.
Organizei congressos, e até já falei com personalidades importantes do meio cultural. Descobri que não quero ser uma delas.
Tenho amigos novos e preservo poucos de longa data. Fiquei com os que realmente se mostraram bons amigos.
Muitas pessoas já me desiludiram. Muitas outras me surpreenderam.
Já viajei bastante, e tenho uma noção cada vez maior de que Portugal é o melhor lugar para se estar.
Já sobrevivi a um furacão, estive no castelo encantado da Bela Adormecida (o dos filmes), passeei no Macy's, no World Trade Center e em Central Park.
Já estive na Torre de Londres, em Chinchiniza, na Ilha Saona e em Lanzarote. Já realizei um documentário pela Europa, desci uma escarpa nas Canárias e fui a casa de um Backstreet Boy.
Ainda gosto de ouvir os Backstreet Boys e de jogar paintball, de estudar (aprender) e de acampar em Milfontes.
Aprendi a viver sozinha e a ter saudades dos meus pais. Aprendi a valorizar os meus pais.
Aprendi que viver com alguém não é fácil, mas que, quando se ama a sério, também não é difícil.
Aprendi a fazer snorkling, lasanha e estrogonof, a jogar ao lobo, a gostar de hip hop, a mobilar uma casa, a fazer empréstimos, a correr riscos, a discutir, a lidar com problemas e a gerir dinheiro.
Aprendi que ser humilde nem sempre é bom, e que nem todos os sonhos se realizam.
Escrevi um livro e gostava muito de escrever outro.
Cresci.
E apesar de tudo, com mais fraquezas e muito menos certezas, continuo a ser a mesma pessoa que entrava na sala de aulas e queria aprender Filosofia.

8 comentários:

O Marquês disse...

o texto estava a ficar mesmo bom, mas o ultimo paragrafo esta mm má. Fui para rua nas aulas de filosofia e continuo a achar q foram uma merda. Eram incriveis as reaccoes estupidas, infantis e imaturas de alguns colegas. de cortar os pulsos mesmo... lamento q sintas falta desses momentos. P.S. Gosto mt de jogar ao lobo da lasanha e do strogonoff. Espero q o Làzaro ou a Maria nasça ràpido; pq esso humor anda do pior*

XaninhA disse...

Como sempre, se lesses com atenção em vez de tirares conclusões, percebias que falo em aprender Filosofia e não em ir para as aulas de Filosofia.

PS - Não vai nascer nenhum Lázaro.

Anónimo disse...

Este foi o teu post que mais gostei de ler. (E pelos vistos aquele em que escreveste mais)

E acho que o nome devia ser testado no recreio antes de ser escolhido. Maria é um nome que já passou todos os testes, mas Lázaro não sei ...

Estou disposto a pagar cinco euros a um puto no primeiro dia de escola, para ele dizer a toda a gente que se chama lazáro e ver no que dá. Se correr mal ele vai provavelmente precisar de terapia para o resto da vida, mas pelo menos ganha cinco euros e vocês ficam mais descansados :)

O Marquês disse...

Acho que os filhos do Bruno Amaral não vão poder ser convidados para as festas de aniversário...

Unknown disse...

mana
nesse momento profundo tenho pena que te tenhas esquecido de mim (e da tua afilhada).
espero que no futuro não volte a acontecer,poque senão vamos ter problemas!
bjs fofinhos:p

Fernanda disse...

Minha querida amiga.
São estes textos que fazem valer aquilo que tu és e sempre foste.
Esqueceste-te dos almoços dos tupperwares. Ou talvez não te tenhas esquecido de nenhum deles, porque foram, de longe e de perto, os mais importantes que eu tive no meu crescimento pessoal.

Já agora, não, não me esqueci de ti. Estou em remodelações de interior - leia-se, de mim própria.

Um beijo grande.
Fernanda Fernanda

Anónimo disse...

@Marques, nem assinando termo de responsabilidade, promessa de não causar danos de qualquer espécie e/ou jurando pela bíblia?

Unknown disse...

Oi oi
Para nao dizeres que nunca cá venho:P
E ainda bem que vim, porque parece-me que apanhei o teu melhor post.
Sim sra, já fizeste muita coisa. E agora a coisa mais linda, um baby.
Mas, sim conseguiste resumir neste windo texto, uns piqueninos 27 anos.
E sinto-me feliz, porque estive em uma parte (piquena mas parte mmo assim) neles.
Bjs Rita (do Chispe :P)